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17 octubre 2014

A GÊNESE DOS DOCUMENTOS FOTOGRÁFICOS DE ARQUIVO: A FUNÇÃO PROBATÓRIA


A Arquivologia no Brasil tem ampliado seu horizonte de atuação nas ultimas décadas, esse processo de afirmação, enquanto disciplina do conhecimento, tem reforçado seus princípios e fundamentos, agregando valor à área e proporcionando discussões que fomentam o desenvolvimento teórico e profissional. No âmbito internacional o tratamento dos documentos fotográficos também enfrenta dificuldades.

No contexto de tratamento das fotografias, ou melhor, dos documentos fotográficos há muito tempo eles têm sido reconhecidos como elementos de prova. O documento fotográfico que anteriormente recebia o status de especial e por isso era arrancado do seu contexto e tratado isoladamente, perdia suas referências de criação e uso. Deve ser considerada a expressão de diversidade informacional presente na fotografia, que pode indicar subjetividade, pois sem as informações de contexto o uso do documento pode ser distorcido. Para Madio (2012), como

toda produção humana, a fotografia torna-se um documento de época, porém, se seus elementos originais constitutivos forem mantidos e identificados em todo seu processo, se tornará efetivamente um documento arquivístico, com seu valor probatório/funcional assegurado. Durante sua elaboração, processamento e arquivamento se observam algumas normas para manutenção e preservação dos objetivos originais, visto que, como já foi dito, o uso da fotografia como documento só é possível, quando conseguimos recuperar todas as informações explícitas e implícitas à imagem e ao processo de realização do registro fotográfico (p.60).
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A fotografia e o documento fotográfico. (cc) Natália Saraiva
Para a Arquivologia esse documento fotográfico se apresenta com características específicas que remetem a gênese do documento, que devem ser consideradas para a compreensão do contexto original de sua produção, contribuindo para que um conjunto documental seja representante da organicidade institucional ou pessoal.

Nessa perspectiva, abordar a gênese do documento fotográfico tem o objetivo de entender os aspectos que remetem a sua criação, à motivação para o seu registro, aos elementos que caracterizam o documento fotográfico como prova de uma atividade do seu produtor. Elementos que garantem a organicidade e que o tornam documento de arquivo.

No âmbito internacional, a fotografia é discutida na tentativa de identificar os diferentes usos enquanto patrimônio como afirma VIGIL  (2014) “internet es el medio de difusión del patrimonio cultural y fotográfico, y el desarrollo de contenidos en portales y webs es inseparable de la formulación de políticas con el fi n de visibilizar los fondos” (p.31).

A existencia de vários problemas comuns em âmbito internacional relacionado ao tratamento do documento fotográfico expõe a necessidade de criação de padronização de ações relacioandas ao tratamento e análise do documento fotográfico com vistas à garantia da preservação e do acesso.

Uma das necessidades citadas por Boadas (2014) é a criação de diretrizes gerais que envolvam aspectos de compartilhamento, convergência e atuação em rede observando as particularidades do documento fotográfico com atuação transversal.  Além disso, considerar a participação de equipes multidisciplinares com o objetivo de contemplar as diversas nuances do tratamento do documento fotográfico de arquivo, considerando “como parte integrante [...] todo el material documental textual que le esté directamente vinculado” (p. 20).

Assim, a discussão sobre o tratamento dos documentos fotográficos de arquivo é reconhecida como uma demanda internacional que converge para a tentativa de representação dos contextos de produção, as formas de uso e disponibilização do documento fotográfico como patrimônio que deve estar alicerçado em políticas regionais, nacionais ou internacionais, que promovam a preservação e o acesso.

10 octubre 2014

01-2014-02 Acceso TMMP 01



Minha pasta funcional (cc) Tânia Moura


IDENTIFICACIÓN:
  • Concepto: Acceso
  • Autor: PEREIRA, T M M.
  • Titulo: Minha pasta funcional
  • Fecha de la imagen: 03/10/2014.
  • Ciudad/local: Brasilia/Universidade de Brasília.
  • País: Brasil.

DESCRIPCIÓN DEL CONTENIDO:
  • Resumen del contenido: pasta de arquivo aberta com documentos a mostra.
  • Pie de foto informativo: pasta de documentos de arquivo com documentos.
  • Pie de foto literario: a pasta aberta com documentos representa acesso à informação.



17 septiembre 2014

01-2014-03 Contexto TMMP 01

formatura da galera (cc) Tânia Moura

IDENTIFICACIÓN
  • Concepto: Contexto
  • Autor: PEREIRA T M M
  • Título: Formatura da galera
  • Fecha de la imagen: 29/ago/2014
  • Ciudad/local: Brasília/Universidade de Brasília
  • País: Brasil

DESCRIPCIÓN DEL CONTENIDO
  • Resumen del contenido: aglomerado de pessoas sentadas usando roupa típica de formatura. Pessoa em escada segurando um canudo. Ao fundo logomarca da Universidade de Brasília (UnB)
  • Pie de foto informativo: Formatura dos alunos do curso de Museologia da UnB no primeiro semestre de 2013, realizada no Centro Comunitário Atos Bulcão da UnB.
  • Pie de foto literário: Representa uma sequencia de ações que caracterizam uma formatura.

01-2014-01 Clasificación TMMP 01

Óculos da imaginação (cc) Tânia Moura

IDENTIFICACIÓN
  • Concepto: Clasificación
  • Autor: PEREIRA T M M
  • Título: Óculos da imaginação
  • Fecha de la imagen: 14/set/2014
  • Ciudad/local: Brasília/Parkshopping
  • País: Brasil

DESCRIPCIÓN DEL CONTENIDO
  • Resumen del contenido: óculos expostos em prateleiras, separados por espelhos e dispostos em agrupamento.
  • Pie de foto informativo: óculos de sol e de grau agrupados por tipo, expostos em prateleiras separadas por um espelho .
  • Pie de foto literário: Os óculos estão dispostos de modo que se identifica organização, agrupamento e diversidade, por isso representa o conceito de classificação.

05 septiembre 2014

Contexto, classificação e acesso: o céu de brigadeiro dos arquivos fotográficos

Céu da Chapada dos Veadeiros (GO) - 2014 (cc) Tânia Moura
A origem da expressão céu de brigadeiro se assenta em uma antiga prática existente entre os membros da Força Aérea. O brigadeiro, na hierarquia militar, ocupa o mais importante posto de comando da Aeronáutica. E, em razão de sua importância, só faz voos quando o céu apresenta condições favoráveis. A popularização da expressão aconteceu por meio dos locutores de rádio das décadas de 1940 e 1950 que tomaram conhecimento de tal prática militar e acharam interessante dizer que o dia tinha um “céu de brigadeiro”. Inicialmente, a curiosa gíria ganhou fama no Rio de Janeiro que, na época, ostentava o posto de capital do país e concentrava grande parte dos voos aéreos realizados.

Nos ambientes das organizações, os documentos de arquivo dependem da classificação para que sejam devidamente arquivalos e localizados. E devem ser classificados de modo a refletir as funções para as quais são criados, pois serão agrupados em relação ao seu uso (SCHELLENBERG, 2004). Os princípios de classificação utilizados para criar os sistemas de classificação dos documentos de arquivo servem para facilitar o acesso. No caso dos arquivos fotográficos, que possuem algo mais que a reprodução da realidade, a representação nesses sistemas é um grande desafio, porque o contexto não está explicito na imagem. É preciso ter conhecimento da situação representada, da função e atividade que motivou a produção do documento fotográfico. 

A classificação está fundamentada em características de diversidade, categoria e agrupamento. Diversidade significando as qualidades, aspectos ou tipos diferentes de objetos. A categoria como divisão de um sistema de classificação. E o agrupamento como reunião de coisas ou objetos sob a mesma classe. Assim, o sucesso de esquemas classificatórios para documentos fotográficos de arquivo depende da existência de um contexto claro como o céu de brigadeiro, o que torna mais fácil o trabalho tanto de arquivistas, quanto de bibliotecários e possibilitaria o acesso à informação. 

Referências:

SCHELLENBERG, T. R. Arquivos modernos: princípios e técnicas. 3ª ed. Rio de Janeiro. FGV, 2004.